Redes Sociais, Organizações, Cultura e Poder

A Dr. Larissa Adler Lomnitz é, além de Professora Emérita da Universidade Nacional Autônoma do México, um encanto de pessoa. Nas palavras do Prof. Bartholo, que organizou e coordenou o evento “uma rainha”! É verdade. Uma rainha muito simpática e elegante.

Hoje, dia 27 de novembro, na parte da tarde da Oficina da qual tive a honra de ser convidada para participar, a Dr. Larissa nos explicou a diferença da idéia de cultura para a sociologia e a antropologia (Larissa é antropóloga).

Em antropologia cultura é aquilo que se vive: é uma herança não biológica do homem. Essa herança está baseada nos seguintes fatores:

– economia e tecnologia;
– Organização social;
– Linguagem (que é um sistema simbólico central da cultura);
– Ética, estética, (a arte é parte da cultura, mas não é a principal)

A antropologia inicia-se no século XIX partir de um limite encontrado pelos sociólogos que analisavam a cultura a partir de si mesmos (da sua própria sociedade). A antropologia surge para estudar outras culturas que não a sua própria. Isso exigia que os estudiosos vivenciassem essa outra cultura que eles estavam pesquisando. Então os aspectos subjetivos dessa outra cultura estudada deveriam ser levados em consideração. O limite foi justamente esse: a sociologia parte de critérios e princípios objetivos, e estes não eram suficientes para vivenciar outras culturas.Há, portanto, diferenças de atitudes entre o sociólogo e o antropólogo. Este procura preservar a sua subjetividade. Então inciam-se os métodos de observação participativa.

Ela fez referência também à questão da geração de lixo, dando o exemplo de Nápoles, na Itália. Além desse lixo físico, que nós, designers, infelizmente, contribuímos para gerar, há também o lixo social, gerado pela tecnologia. Então a ecologia precisa abranger igualmente questões culturais e sociais nas suas ações para que estas sejam efetivas diante da realidade que nos encontramos.

No que diz respeito às Redes Sociais, no entendimento da Dr. Larissa, elas são redes interpessoais e, no caso dos marginalizados, a Rede Social é o mecanismo utilizado para sair da marginalidade.

O seminários e as oficinas da Professora estão disponíveis no seguinte endereço: www.producao.ufrj.br/Larissa

Não deixem de olhar!

Abraços,

BeanyLABDIS